TECNOLOGIA NA INFÂNCIA - UMA QUESTÃO QUE AINDA DESPERTA POLÊMICA

Com as crianças brincando cada vez menos nas ruas por questões como segurança, a tecnologia torna-se muito mais presente na geração atual do que nas anteriores. Mas, afinal, a utilização de celulares, tablets e outros itens tecnológicos faz mal para essa faixa etária?

De acordo com a psicopedagoga Daiane Keller, de forma moderada e com acompanhamento de adultos, a tecnologia pode trazer benefícios para o desenvolvimento infantil. Confira mais detalhes sobre o assunto na entrevista com a especialista e diretora do Educentro:

Há uma idade ideal para que as crianças comecem a utilizar a Internet e redes sociais?

Os pais precisam acompanhar seus filhos em suas atividades. Não que precise ser invasivo, mas o acompanhamento é fundamental para entender o motivo de cada comportamento. A idade certa vai depender de como cada família utiliza tais ferramentas e que tipo de uso dão a elas.

Como os pais devem conduzir isso? Devem ter limites diários, por exemplo?

A utilização deve ser controlada, como em qualquer situação. Andar de bicicleta é muito bom e importante para o desenvolvimento da criança. Porém, ela não vai ficar o dia todo em cima da bicicleta, é preciso bom senso!

Muitas vezes os pais colocam a “culpa” no computador, nos jogos, enfim, mas a verdade é que as crianças não foram parar na frente da tela de um computador sozinhas, alguém permitiu isso.

Quais são os benefícios e malefícios da inserção da criança no meio digital?

Essa geração é digital! Não podemos impedir nossas crianças de usarem as ferramentas do seu tempo, não é possível fugir disso. Existem muitas coisas que fazemos hoje que nem imaginávamos há algum tempo e, por isso, precisamos usar tais ferramentas para potencializar nossas aprendizagens e estarmos preparados e inseridos neste contexto atual.

Se usada com bom senso e, principalmente, se as famílias estão em sintonia, os benefícios são muitos. O mundo virtual está repleto de possibilidades, um infinito mundo de sites, livros e aplicativos que desencadeiam significativas vivências de cultura contemporânea. Claro, como tudo na vida, existem perigos, vícios e mau uso, reforçando, então, a necessidade de acompanhamento e entendimento das necessidades e objetivos de cada ferramenta digital.

Para saber mais:

A matéria “Criança e tecnologia: é preciso ter cautela”, do Jornal do Brasil, traz informações sobre a chamada geração alfa, nascida a partir de 2010.

Ponderações sobre os benefícios e eventuais malefícios da tecnologia podem ser conferidas na matéria “Até que ponto a tecnologia faz mal na infância?”, do site Tecmundo.

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