Sinais podem alertar para problemas no processo de alfabetização infantil

Dificuldades no processo de leitura e escrita podem trazer mudanças no comportamento infantil. Os indícios podem ser agressividade, não gostar mais de ir à escola ou não querer mais fazer atividades escolares. O alerta é da psicopedagoga do Educentro de Porto Alegre, Elisa Scotta Machado. “É como se acontecesse uma ruptura entre o que o sujeito ensina e o que o sujeito aprende. A criança adquire algumas aprendizagens, porém não evolui. Percebe que os seus colegas estão evoluindo e ela não consegue”, comenta.

Nessa etapa da vida escolar, o auxílio dos pais é fundamental. Conforme Elisa, ter uma rotina é muito importante, pois ajuda a criança e a sua família nas tarefas do dia a dia. Dessa forma, ter um horário preestabelecido para o tema de casa, bem como um lugar preparado e apropriado para a tarefa, contribuem de forma significativa para o desempenho da criança. “Para uma criança obedecer às regras e ser organizada, o ambiente em que ela vive precisa ser assim”, destaca Elisa.

Marluce Ferreira Flores, que atua como psicopedagoga do Educentro em Cachoeira do Sul, avalia que é extremamente importante a participação dos pais em todas as etapas de aprendizado infantil, antes mesmo da alfabetização. “Mais tarde, na Educação Infantil, à medida que a criança começar a vivenciar novos contextos letrados, é fundamental que os pais acompanhem o desenvolvimento da linguagem oral e escrita dos seus filhos, oferecendo os suportes necessários para dar continuidade a esse processo de aprendizagem”, explica Marluce.

A especialista enfatiza que as psicopedagogas do Educentro podem auxiliar as crianças no desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita, utilizando um método multissensorial que dá ênfase aos movimentos articulatórios da boca, desenvolvendo assim a consciência fonológica. Marluce considera que, ao utilizar estratégias fônicas, visuais e articulatórias no processo de alfabetização, é possível mediar/reabilitar os distúrbios da leitura e escrita. “Também é efetuado o trabalho de organização nos estudos, visando potencializar questões de autoconhecimento, fazendo crianças e adolescentes perceberem dificuldades e habilidades”, conclui a psicopedagoga.

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