Ansiedade também pode atingir crianças, alertam especialistas

Apreensão ou medo provocado pela antecipação de uma situação considerada desagradável ou perigosa. Essa é a definição da famosa ansiedade, que é muito comum na vida adulta mas que também pode ocorrer durante a infância. Especialistas advertem que os pais precisam ficar atentos, pois o comportamento pode interferir de forma grave no dia a dia das crianças afetadas pelo problema.

Mas como saber se é uma reação natural a uma situação nova ou tornou-se algo patológico? Durante a infância, o transtorno mais comum de ansiedade é o da separação com os pais, dificultando a adaptação ao ambiente escolar. No início do ano letivo ou em uma escola nova, esse comportamento está dentro do esperado. Porém, se com o passar do tempo a criança continuar resistindo a ficar sozinha em sala de aula, é indicado procurar ajuda profissional.

A criança também pode apresentar sintomas emocionais, como crises de choro, medo constante e isolamento, além de distúrbios do sono e agitação. Outros sinais são dificuldade para lidar com o diferente, não conseguir atingir objetivos previamente esperados e demonstrar impulsividade.

Havendo necessidade de procurar ajuda profissional, o pediatra pode dar as primeiras orientações mas o psicólogo é o profissional especializado para uma avaliação eficiente. Na maior parte dos casos, não há necessidade de recorrer a medicamentos.

Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) indica que 10% das crianças e adolescentes brasileiras têm ou correm risco de desenvolver algum tipo de ansiedade. Um dos motivos revelados pelo levantamento é uma rotina com muitas atividades extracurriculares e, consequentemente, com mais cobranças do que as gerações anteriores.

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